Reposição Hormonal na Menopausa: Qual o melhor tipo e quais os riscos dos chips?

Se você está entrando na menopausa ou já está vivendo essa fase da vida, provavelmente já ouviu falar dos famosos chips hormonais. Eles prometem energia, disposição, libido em alta, corpo em forma… mas será que são a melhor opção para toda mulher?

Neste post, vou te explicar de forma clara e prática:

  • Quais são os tipos de reposição hormonal disponíveis;
  • O que são os chips hormonais e como funcionam;
  • Os riscos associados ao uso dos implantes (não só da gestrinona!);
  • E como tomar uma decisão consciente, junto ao seu médico.

 

Reposição hormonal: o que é e por que pode ser importante na menopausa

 

A menopausa é uma fase marcada pela queda dos hormônios sexuais, principalmente o estrogênio e a progesterona. Essa mudança pode causar:

  • Ondas de calor (os temidos fogachos);
  • Secura vaginal;
  • Insônia;
  • Alterações de humor;
  • Cansaço excessivo;
  • Baixa libido;
  • Perda de massa magra;
  • E até piora na saúde óssea e cognitiva.
  • A reposição hormonal (TRH ou TH) pode ser uma excelente aliada para aliviar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida — desde que feita com segurança.

 

Tipos de reposição hormonal mais utilizados

 

1. Via oral (comprimidos)
Prática, mas passa pelo fígado (efeito de primeira passagem).

Pode causar alterações no perfil lipídico ou sobrecarregar o fígado em algumas mulheres.

 

2. Transdérmica (adesivos ou géis)
Libera os hormônios pela pele de forma mais constante.

Não sobrecarrega o fígado.

Precisa de aplicação diária (géis) ou troca regular (adesivos). Pode causar irritações na pele.

 

3. Injetável
Liberação mais rápida, mas menos controlável.

Menos comum para reposição feminina, mas ainda usada em algumas situações.

 

4. Implantes hormonais (chips)
Inseridos sob a pele (geralmente no glúteo ou braço).

Liberação contínua por 3, 6 ou até 12 meses. Usados com estradiol, progesterona, testosterona e, em alguns casos, DHEA ou melatonina.

 

O que é o chip hormonal (e por que virou polêmica)?

 

O termo chip da beleza ficou popular para se referir a implantes hormonais que prometem melhora da estética e da disposição. O mais famoso é o que contém gestrinona, um hormônio sintético com ação androgênica (parecida com a testosterona).

Mas nem todos os chips contêm gestrinona. Também existem implantes com:

  • Testosterona (para melhora da libido e energia)
  • Estradiol (hormônio estrogênico)
  • Progesterona
  • DHEA

 

Quais são os riscos dos implantes hormonais em geral?

 

Mesmo os chips que não têm gestrinona oferecem riscos, principalmente quando usados sem avaliação completa ou com expectativas irreais.

1. Liberação contínua e irreversível
Você não consegue “parar de tomar” caso tenha efeitos colaterais. Mesmo se retirar o implante, o hormônio continua circulando por semanas ou meses.

 

2. Dificuldade em ajustar a dose
A dosagem é fixa e não pode ser alterada após a aplicação. Cada mulher responde de um jeito — e isso pode gerar efeitos excessivos ou insuficientes.

 

3. Efeitos colaterais específicos de cada hormônio

  • Testosterona: acne, oleosidade da pele, aumento de pelos, queda de cabelo, alterações de humor, aumento do clitóris.
  • Estradiol: retenção de líquidos, dor nas mamas, sangramento irregular, aumento do risco cardiovascular.
  • Progesterona: sonolência, tontura, alteração de humor.

4. Supressão do eixo hormonal natural
O corpo pode parar de produzir seus próprios hormônios. Quando o chip termina, o rebote pode ser intenso (fadiga, baixa libido, insônia…).

 

5. Ausência de regulamentação clara
Muitos chips são manipulados e não têm aprovação da Anvisa. Isso significa que não há estudos clínicos padronizados, nem controle sobre qualidade, dose ou forma de liberação.

6. Riscos clínicos e metabólicos
Aumento da pressão arterial, alteração no colesterol, sobrecarga hepática e até maior risco de trombose, dependendo do tipo de hormônio usado e da saúde da mulher.

 

Mas e se o médico indicou? Devo confiar?


Sim, desde que:

  • Ele tenha avaliado seus exames com profundidade;
  • Tenha te explicado os riscos e alternativas;
  • Você tenha participado da decisão com consciência.
  • Se ele apenas indicou o chip sem discutir os efeitos, você pode estar sendo “empurrada” para uma solução prática, mas sem clareza — e isso não combina com um envelhecimento saudável e autônomo.

 

Você e seu médico tomaram essa decisão juntas?


Antes de colocar um chip no seu corpo, pare e reflita:

  • Ele te explicou os riscos e benefícios com calma?
  • Você entendeu o que será colocado e por quanto tempo?
  • Você participou da escolha ou apenas confiou?
  • Porque o seu corpo merece respeito. E a menopausa não é uma doença — é uma fase da vida que pode ser vivida com equilíbrio, saúde e beleza, desde que com informação de verdade.

 

Conclusão: chip pode ser uma opção — mas não deve ser moda

 

Os implantes hormonais têm seu lugar. Em alguns casos, são libertadores para mulheres que já tentaram outras formas de reposição sem sucesso.

Mas precisam ser bem indicados, acompanhados e usados com consciência.

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Vamos parar o tempo juntas?

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