
Se você está entrando na menopausa ou já está vivendo essa fase da vida, provavelmente já ouviu falar dos famosos chips hormonais. Eles prometem energia, disposição, libido em alta, corpo em forma… mas será que são a melhor opção para toda mulher?
Neste post, vou te explicar de forma clara e prática:
Reposição hormonal: o que é e por que pode ser importante na menopausa
A menopausa é uma fase marcada pela queda dos hormônios sexuais, principalmente o estrogênio e a progesterona. Essa mudança pode causar:
Tipos de reposição hormonal mais utilizados
1. Via oral (comprimidos)
Prática, mas passa pelo fígado (efeito de primeira passagem).
Pode causar alterações no perfil lipídico ou sobrecarregar o fígado em algumas mulheres.
2. Transdérmica (adesivos ou géis)
Libera os hormônios pela pele de forma mais constante.
Não sobrecarrega o fígado.
Precisa de aplicação diária (géis) ou troca regular (adesivos). Pode causar irritações na pele.
3. Injetável
Liberação mais rápida, mas menos controlável.
Menos comum para reposição feminina, mas ainda usada em algumas situações.
4. Implantes hormonais (chips)
Inseridos sob a pele (geralmente no glúteo ou braço).
Liberação contínua por 3, 6 ou até 12 meses. Usados com estradiol, progesterona, testosterona e, em alguns casos, DHEA ou melatonina.
O que é o chip hormonal (e por que virou polêmica)?
O termo chip da beleza ficou popular para se referir a implantes hormonais que prometem melhora da estética e da disposição. O mais famoso é o que contém gestrinona, um hormônio sintético com ação androgênica (parecida com a testosterona).
Mas nem todos os chips contêm gestrinona. Também existem implantes com:
Quais são os riscos dos implantes hormonais em geral?
Mesmo os chips que não têm gestrinona oferecem riscos, principalmente quando usados sem avaliação completa ou com expectativas irreais.
1. Liberação contínua e irreversível
Você não consegue “parar de tomar” caso tenha efeitos colaterais. Mesmo se retirar o implante, o hormônio continua circulando por semanas ou meses.
2. Dificuldade em ajustar a dose
A dosagem é fixa e não pode ser alterada após a aplicação. Cada mulher responde de um jeito — e isso pode gerar efeitos excessivos ou insuficientes.
3. Efeitos colaterais específicos de cada hormônio
4. Supressão do eixo hormonal natural
O corpo pode parar de produzir seus próprios hormônios. Quando o chip termina, o rebote pode ser intenso (fadiga, baixa libido, insônia…).
5. Ausência de regulamentação clara
Muitos chips são manipulados e não têm aprovação da Anvisa. Isso significa que não há estudos clínicos padronizados, nem controle sobre qualidade, dose ou forma de liberação.
6. Riscos clínicos e metabólicos
Aumento da pressão arterial, alteração no colesterol, sobrecarga hepática e até maior risco de trombose, dependendo do tipo de hormônio usado e da saúde da mulher.
Mas e se o médico indicou? Devo confiar?
Sim, desde que:
Você e seu médico tomaram essa decisão juntas?
Antes de colocar um chip no seu corpo, pare e reflita:
Conclusão: chip pode ser uma opção — mas não deve ser moda
Os implantes hormonais têm seu lugar. Em alguns casos, são libertadores para mulheres que já tentaram outras formas de reposição sem sucesso.
Mas precisam ser bem indicados, acompanhados e usados com consciência.
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Vamos parar o tempo juntas?